Com o afundamento de navios brasileiros por submarinos do Eixo entre 15 e 17 de agosto de 1942, com um total de 610 mortes de brasileiros, a pressão popular em todo o país aumentou. Passeatas aconteciam nas ruas do Rio de Janeiro e de todo o país, exigindo uma reação do Governo Brasileiro e, em muitos lugares, a população investia contra propriedades de imigrantes vindos de países do eixo, incendiando casas, depredando bens, atacando pessoas e queimando bandeiras.

Em 18 de agosto, o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) expediu a seguinte nota:

"Pela primeira vez embarcações brasileiras, servindo o tráfego das nossas costas no tranporte de passageiros e cargas de um estado para outro, sofreram ataques dos submarinos do Eixo (...) O inominável atentado contra as indefesas unidades da Marinha mercante de um país pacífico, cuja vida se desenrola à margem e distante do Teatro de Guerra, foi praticado com o desconhecimento dos mais elementares princípios de direito e de humanidade (...) Deve o povo manter-se calmo e confiante, na certeza de que não ficarão impunes os crimes praticados contra a vida e os bens de brasileiros(...)"

A guerra foi oficialmente declarada aos países do Eixo em nota de 21 de agosto de 1942, publicada oficialmente no dia seguinte, e dirigida aos Ministros do Exterior dos países que cuidavam de nossos interesses junto aos países do eixo. Além de declarar que após Pearl Harbor o Brasil deveria ter declarado guerra ao Eixo junto com os Estados Unidos, cumprindo um tratado anterior firmado com os americanos, mas limitara-se apenas a romper relações diplomáticas e mesmo assim fora hostilizado com o afundamento de vários navios de sua Marinha Mercante. Finalmente, afirma:

"Não há como negar que a Itália (Alemanha) praticou contra o nosso Brasil atos de guerra, criando uma situação de beligerância que somos forçados a reconhecer em defesa da nossa igualdade, da nossa soberania e da nossa segurança e da América."

O Decreto 10.358 de 31 de agosto de 1942 declarou o estado de guerra em todo o país e o Decreto 10.451 de 16 de setembro do mesmo ano decretou a mobilização geral.

Jambock.com.br - Versão 4 - Março de 2015
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